O novo acordo ortográfico entrou em vigor ainda em 2009, mas foi só a partir do dia 1° de janeiro de 2016 que ele se tornou obrigatório e o único formato da língua reconhecido no Brasil.

O objetivo da mudança é simples: unificar a nossa escrita e as dos demais países que falam a língua portuguesa, como Portugal e Moçambique.

A verdade é que embora muitos ainda estranhem as alterações e enfrentem algumas dificuldades para se adaptar à reforma, efetivamente pouca coisa mudou e a maioria das palavras permanece igual.

A grande questão é que as poucas mudanças que ocorreram foram em regras bastante relevantes e que devem ser levadas em conta, como é o caso do emprego do hífen na palavra guarda-chuva. Ou seria guarda chuva? Ou ainda...guardachuva?

Ficou na dúvida?

Como se diz no futebol, a regra é clara: em palavras compostas por justaposição que formam uma unidade semântica, ou seja, em termos que se unem dando origem a um novo significado, o uso do hífen é obrigatório.

Dessa forma, GUARDA-CHUVA, com hífen, é a grafia correta.

Outros exemplos: arco-íris, segunda-feira, porto-alegrense, primeiro-ministro, conta-gotas,etc.

 

E o plural?

Quando a palavra é composta por uma forma verbal acompanhada de um nome ou adjetivo, como é o caso da palavra guarda-chuva, só o segundo elemento recebe variação.

Essa variação na formação do plural acontece pelo acréscimo da letra “s”, assim sendo o plural correto de guarda-chuva é GUARDA-CHUVAS.

Outros exemplos: guarda-sóis, guarda-roupas, beija-flores, etc.